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Talento

Talento PEIXE, João (2018) Talento O que é o talento? Será a capacidade de fazer algo que só uma minoria consegue fazer? Será a capacidade de fazer diferente? Haverá o reconhecimento do talento sem a aprovação da maioria? Ou a aprovação das pessoas certas? E quem decide que são aquelas as pessoas certas para aprovar o talento de alguém? É o talento definido pela técnica e conhecimento ou pela opinião? Perdoem-me o questionário, a minha mente divaga entre o que quero dizer, o que posso dizer, o que devo dizer… Poderia uma destas imagens ser o meu conceito, a minha imaginação das costas da Papuásia onde, a 4 de Janeiro pelas 3 da tarde, o poderoso Nautilus do capitão Nemo foi encalhar numa das suas muitas ilhas…… Mas estaria a mentir-vos para justificar uma vontade intrínseca de produzir a minha arte. O meu conceito começa pela primeira questão e pelo tributo a alguém que nunca conheceu, em vida, o sabor do sucesso do seu talento e de que, tantos outros mais tarde, souberam aproveitar-se. E agora, quem é este homem? Dimensões: 960x1060mm Materiais: Acrílico sobre menos de 1660 cubos de madeira de pinho Disponível Contactar

Retrato Mãe

Retrato Mãe PEIXE, João (2018) – Todos temos (3 peças irmão, mãe, pai e outro conjunto) O meu primeiro verdadeiro amor Não sei com que idade se pode começar a falar de amor. Não sei quantas vezes é necessário senti-lo para falar dele. Falarei com a idade que tenho e com as experiências que me moldaram até aqui. Amor nasce quando menos se espera e, na minha opinião, não parte quando mais precisamos dele. Na realidade, para mim, nunca parte com a pessoa que lhe deu origem. É uma vontade superior ao egoísmo humano de darmos tudo o que temos aos outros. É dar sem receber e, depois de algo tão precioso ser oferecido, ele jamais desaparecerá enquanto houver alguém a mencioná-lo. O amor só morrerá quando a última pessoa que o presenciou deixar o mundo dos vivos. Não creio que seja inocente quando penso assim. O amor que demonstrei aos outros ainda existe, mesmo quando os relacionamentos há muito se foram. O amor não é uma troca e não demanda reciprocidade. Os relacionamentos sim. O meu primeiro verdadeiro amor é a minha mãe. Nunca conheci ninguém que desse tanto de si aos outros. É a cola que une a minha família, o porto de abrigo para todos nós e a pessoa mais forte que conheço. Acredito realmente que o egoísmo existe na essência do ser humano. Como egoísta que sou, gostaria que a minha mãe desse menos aos outros e mais a si mesmo para que pudesse ter mais dela para mim. Contudo, como homem consciente, repúdio o que escrevi anteriormente. Se ela o fizesse teria menos daquilo que a faz ser quem é e jamais desejaria alguém diferente da minha mãe. PEIXE, João (2018) – Todos temos Dimensões: 600x900mm Materiais: Acrílico sobre 96 quadrados de madeira de pinho Contactar

Retrato Pai

Retrato Pai PEIXE, João (2018) – Todos temos (3 peças irmão, mãe, pai e outro conjunto) O meu primeiro super herói. Um herói é aquele que queres igualar ou até superar. O mundo perde-se numa crise de identidade mas este irá manter a chama acesa. Enquanto somos crianças, na idade da inocência, é fácil idolatrar adultos que parecem destemidos na subida ao Olimpo. É pela perseguição dos seus sonhos que ficamos embevecidos e todos queremos seguir o melhor modelo ao nosso alcance. Tudo isso faz deles seres superiores. Contudo, um dia os olhos despertam e vemos as falhas, os erros, os tropeções no caminho e alguns deixam de acreditar não só no herói mas em si mesmo. “Se ele falhou, se ele não conseguiu, como é que eu vou conseguir?” Acredito que aqui separam-se os que irão vencer na vida e os que irão existir na vida de outros. Desta forma, é a humanidade falível do herói que faz dele digno de ser seguido. Guia-te pelos valores, aprende com os erros e continua a escalar. Admiro muitas pessoas mas apenas ambiciono superar uma e igualar outra: o meu eu presente e o meu pai respectivamente. Muitos veem os seus ídolos através da televisão. No entanto, eu tive sorte porque o meu está na minha casa. Quase 30 anos passaram e nada mudou no que sinto. Ainda assim, quero melhorar todos os dias em todos os aspectos da minha vida para um dia poder igualá-lo. Contudo, contrariamente ao que disse anteriormente, só espero que esse dia nunca chegue pois preciso da chama acesa à minha frente para me continuar a guiar. Dimensões: 600x900mm Materiais: Acrílico sobre 96 quadrados de madeira de pinho Contactar

Retrato Irmão

Retrato Irmão PEIXE, João (2018) – Todos temos (3 peças irmão, mãe, pai e outro conjunto) O meu primeiro melhor amigo O que é um melhor amigo? Quando penso nisso só me ocorrem ideias “infantis” para classificar alguém como tal. Claramente, isso tem mais a ver com a minha personalidade do que qualquer outro motivo. 1. Melhor amigo é aquele que me pode ligar ou bater à porta a qualquer hora, sobre qualquer pretexto. Se o caso não for grave, possivelmente irei primeiro insultá-lo e depois ajudá-lo. 2. Melhor amigo é aquele que conhece todos os meus desaires e sucessos sendo que existe a probabilidade de ter feito parte ou ser responsável em ambas as situações. 3. A casa do meu melhor amigo é a minha. A diferença está no conteúdo do frigorífico que é sempre uma incógnita, já que nem lhe peço permissão quando ataco. Posso ainda indignar-me se não tiver algo que queria comer ou beber, apesar de não o ter avisado antecipadamente. 4. O melhor amigo pode estar do outro lado do mundo e “esquecermo-nos” de falar um com o outro, pois, sei que quando voltar a estar com ele, é como se tivéssemos estado juntos no dia anterior. 5. O melhor amigo vai dizer-me as verdades que doem, vai pedir-me respostas honestas e vai partilhar um silêncio confortável. 6. Teremos um grau de parvoíce idêntica e a probabilidade de nos tratarmos pelo primeiro nome é 0% sendo que, no seu lugar, existirão alcunhas, apelidos ou invenções do momento. A lista poderia ter outros itens e, muitos deles, poderiam ser mais aprofundados mas acho que fica claro o porquê de, dificilmente, ter mais do que um punhado de melhores amigos na vida. É quase impossível preencher requisitos tão específicos e é isso que faz dessas pessoas tão especiais. O meu primeiro e maior melhor amigo é o meu irmão já lá vão mais de 25 anos. Agradecia que não lhe dessem este texto a ler pois, apesar de ele ser mais novo, não me livro de levar um carolo por ser tão sentimental. PS.: A lista funciona no sentido contrário mas deixo uma pequena nota, sou muito zeloso da minha comida. PEIXE, João (2018) – Todos temos Dimensões: 600x900mm Materiais: Acrílico sobre 96 quadrados de madeira de pinho Contactar

Fight Club

ondas com linhas #1PEIXE, João (2020) Dimensões: 635x345mm  Materiais: Caneta permanente sobre 32 quadrados de madeira de pinho Disponível Contactar

Retrato Família Leonel

Anterior Seguinte Colecção PrivadaPEIXE, João (2019) Dimensões: 1600x900mm Materiais: Acrílico sobre losangos e triângulos de madeira de pinho    Contactar Vendido

Retrato cliente

Anterior Seguinte Retrato de cliente Quando um amigo quer oferecer algo especial a outro amigo no seu aniversário e me pede para ser o autor do trabalho, eu não poderia estar mais feliz. No entanto, são estas peças feitas por encomenda que trazem sempre uma pressão adicional pois temos que dar o nosso melhor dentro do tempo disponível.  No final, o cliente ficou contente, o amigo ficou contente e com esse resultado também eu fiquei contente. E tu? Do que estás à espera? Encomenda já a tua peça  Dimensões: 980x680x60mm Materiais: Base em pinho nacional; moldura em casquinha branca com velatura de pinho velho; suporte em contraplacado marítimo; pintura com tinta de esmalte aquosa; acabamento com cera de abelha 100% natural e verniz incolor mate. Contactar Vendido

Palavra e Silêncio

Palavra e Silêncio PEIXE, João (2018) – Palavra e Silêncio Já todos ouvimos o provérbio “A palavra é de prata, o silêncio é de ouro”. Poderemos então afirmar que, tal como temos dois ouvidos e uma boca, devemos ouvir mais do que falar, certo? No entanto, parece que o provérbio distorce a realidade. É verdade que, só ouvindo os outros, podemos obter informação crítica, estudar e transformar essa informação em conhecimento. A palavra devia estar equiparada ao silêncio. Apenas temos de a utilizar de modo útil. Se não, vejamos as duas perspectivas que me fazem acreditar que a palavra e o silêncio têm a mesma importância. Primeiro, gostaria de vos contar a história dos 3 filtros de Sócrates ou, visto que não existem certezas de ter sido o filósofo a proferir tais palavras, o bom uso da razão. “Certo dia chegou um homem perto de Sócrates e disse-lhe: – Tenho algo grave a contar-te sobre um amigo teu. – Antes de me contares seja o que for já passaste o que me vais dizer pelos três filtros?- perguntou o sábio. – Três filtros?- questionou-se o primeiro. – Sim meu caro. O primeiro será o filtro da verdade. Tens a certeza absoluta que aquilo que me vais dizer é verdade? – Bom não posso dizer com toda a certeza já que apenas ouvi de outros… – Muito bem. Então nesse caso terás passado aquilo que ouviste pelo segundo filtro ou melhor dizendo o filtro da bondade. Mesmo que não seja verdade aquilo que pensas saber, será algo de bom aquilo que tens para dizer. – Não, de modo algum. É algo de mau na realidade… – Sendo assim só nos resta o terceiro filtro, o filtro da utilidade. Será útil para mim ou para qualquer outro que oiça aquilo que tens para dizer? – Vendo bem, não creio que tenha alguma utilidade… – Nesse caso, sendo que aquilo que tens para contar não é verdadeiro, não é bom e tão pouco útil esqueçamos essa situação já que ninguém beneficiará dela.” Com esta história, poderemos dizer que, realmente, “a palavra é de prata, o silêncio de ouro”, certo? Afinal de contas, todos os dias jorramos palavras que não passam em nenhum dos três filtros em vez de nos remetermos ao silêncio. Aí, a palavra não é prata, nem bronze, nem latão. É lixo. Fácil, não é? Assunto arrumado…ou talvez não. Bom e o outro lado? O outro lado que não tem voz neste mundo? O silêncio é ouro quando evitamos dizer algo que não beneficia ninguém. Contudo, o silêncio é pior que lixo quando nos calamos e com isso deixamos sofrer todos aqueles que não se podem defender, não se podem expressar, não se podem libertar das amarras das circunstâncias da vida. “In the end, we will remember not the words of our enemies, but the silence of our friends.” LUTHER KING JR., Martin – (1968) – Discurso em que reflectia sobre o Movimento dos Direitos Civis Cada vez que viramos a cara para o lado, cada vez que nos distanciamos do problema, cada vez que ignoramos a dura realidade mergulhando no conforto pessoal para não sentir aquela dor no estômago do sofrimento alheio, estamos a pactuar com a voz dos que oprimem ou negligenciam o outro. Esta dor no estômago quando encaramos o sofrimento do outro chama-se empatia. É ela que nos faz avançar como sociedade, como indivíduos, que nos faz ser bondosos uns com os outros. Estarão a palavra e o silêncio equiparados? Quando não soubermos, remetemo-nos ao silêncio e escutemos. Quando tivermos algo a acrescentar e que passe nos filtros necessários, usemos a palavra para ajudar os outros. Bom, reescrevendo a frase ouvida a um professor, “a opinião é como o nariz, cada um tem o seu”. Este é o meu “nariz”. Qual é o teu em relação ao tema? Contactar

Voltar atrás

Voltar atrás PEIXE, João (2018) – Voltar atrás John Lennon, Martin Luther King Jr, Bob Marley Imagina um sonho de vida para sempre. Já está? Boa! Deve ser algo incrível poder fazer tudo aquilo que desejamos para sempre. Estar com as pessoas certas para sempre. Visitar os sítios certos para sempre. Mas se houvesse a oportunidade do “para sempre” será que iríamos querer fazer algo? Afinal se é para sempre porque fazer agora, hoje, no momento em vez de deixar mais para a frente. Bom, ainda bem que a única coisa certa é que vida para sempre não existe, portanto, volta atrás. Ri, chora, vai, vem, agarra, empurra, agora, hoje, no momento…deixa o medo, receio, a dúvida para o sonho da vida para sempre que só existe na tua imaginação. Dimensões: 600x900mm (cada peça e de momento sem moldura) Materiais: Acrílico sobre 280 quadrados de pinho Disponível Contactar

Flor da vida

Anterior Seguinte Flor da Vida I PEIXE, João (2018) – Flor da Vida  Dois pensamentos que nada parecem ter em comum são para mim fio condutor de algo que todos procuramos. Primeiro, o Universo colocou-me aqui, neste exacto momento, para observar todas as suas maravilhas. De seguida, recordo-me de uma colega ter escrito num anuário escolar que aquilo de que tinha mais medo era da solidão. Na altura não a compreendi. Hoje em dia percebo-a perfeitamente. Que fio é esse para mim? O sentido da vida. E qual é? Partilhar. Dividir tristezas, multiplicar alegrias. Porque se até o Universo precisou de nós para fugir da solidão, quão arrogantes precisamos de ser para acreditar que a vida se centra no eu e não no nós? Aprecia um abraço apertado, um café com um amigo, um beijo de mãe e tudo o que de bom te une aos outros. O tempo passa demasiado rápido e o amanhã não existe. Nota – Peça experimental e executada para desenvolver competências e testar materiais. De momento não se encontra à venda. Contactar